Survey of Costs and Profitability of Tobacco Production on a Family Farm Property in Vale Do Rio Pardo

Table of contents

1. I. INTRODUÇÃO

A agricultura é o cultivo do solo, por meio de procedimentos, métodos e técnicas próprias. No meio rural há a diversidade de culturas agrícolas, no nosso país destaca-se o plantio da soja, café, tabaco, cana de açúcar, arroz, entre outras. O tabaco encontra-se na categoria da agricultura familiar e a sua maior produção é no sul do país.

Na região Sul do Brasil, o tabaco é uma das atividades agroindustriais mais significativas. Presente em 508 municípios e envolvendo em torno de 128 mil pequenos produtores. Aproximadamente 552 mil pessoas participam desse ciclo produtivo no meio rural, somando uma receita anual bruta de R$ 6,6 bilhões segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). A produção alcançou 583 mil toneladas, sendo que deste volume 51% foram produzidos no Rio Grande do Sul, 28% em Santa Catarina e 21% no Paraná (SINDITABACO, 2021).

No Rio Grande do Sul localiza-se o Vale do Rio Pardo, onde concentra-se a maior capacidade de produção de tabaco do estado e também um dos maiores polos industriais de beneficiamento de tabaco no Brasil, onde parte dessa produção é direcionada para outros estados e a outra parte é exportada.

Desta forma a presente pesquisa realizará o levantamento e analise de dados de uma propriedade de pequeno porte agrícola familiar, localizada na Região do Vale do Rio Pardo/RS, tendo como objetivo principal identificar e analisar o custo total e a lucratividade da produção de tabaco em uma propriedade rural de pequeno porte, referente à safra 2020/2021. Sabe-se que a cultura do tabaco também é alvo de muitas críticas em termos sociológicos por ser uma produção integrada no sentido de alienar a produtor somente a cultura do tabaco bem como fatores ambientais e de saúde pública.

Entretanto este estudo recorta como objetivo geral identificar e analisar o custo total para a produção de tabaco em uma propriedade rural de pequeno porte, bem como evidenciar o resultado obtido com cultivo da cultura referente à safra 2020/2021. Como principal questionamento norteador indaga-se sobre a lucratividade da cultura que é produzida no sistema de economia familiar na região tendo com isso uma customização natural das propriedades que talvez em sistemas convencionais de produção não seria viável.

2. II. A FUMICULTURA

Atualmente o Brasil é o segundo maior produtor de tabaco do mundo e desde o ano de 1993 o maior exportador do produto, destinando cerca de 85% de sua produção anual para a exterior. De acordo com dados da Associação dos Fumicultores do Brasil -AFUBRA a região sul do país é responsável por aproximadamente 97% da produção nacional, destacando-se o Rio Grande do Sul como o maior produtor em fumo em folha do país. Além disso, o Brasil movimenta aproximadamente 6,6 bilhões de reais anualmente no setor, gerando cerca de 2 milhões de empregos diretos e indiretos.

No Rio Grande do Sul a região do Vale do Rio Pardo concentra os municípios com maior capacidade produtiva do estado e também um dos maiores polos industriais de beneficiamento de tabaco no Brasil, onde grande parte desta produção é escoada para os demais estados assim como para o exterior. London Journal of Research in Management and Business 2 Contudo, a cultura do tabaco tem como principal característica ser cultivada principalmente por pequenos agricultores, que possuem suas propriedades rurais com aproximadamente 15 hectares destinando cerca de 20% desta área para a produção do tabaco segundo estudo realizado pela Afubra. O Sinditabaco (2016) destaca ainda que a área restante é reservada para culturas alternativas e de subsistência (35%), criações de animais e pastagens (20%), florestas nativas (16%) reflorestamento (11%). Outro índice considerável é que cerca de 28,7% das famílias não possuem área própria para produção e acabam trabalhando em forma de meeiros (o proprietário da terra disponibiliza parte da propriedade, e o meeiro, por sua vez, ocupa-se de todo o trabalho, repartindo com o dono da terra o resultado da produção) ou em forma de arrendamento. A quadro 1 demonstra o tamanho das propriedades e a quantidade de proprietários por de área que produzem o tabaco. A produção do tabaco é muito significativa para essas famílias, pois o cultivo do fumo representa mais de 50% da renda obtida por elas. Outro fato importante destacado pela Afubra é de que as famílias produtoras de tabaco são compostas em média por 3 integrantes com condições plenas de trabalho.

No entanto, essas pequenas propriedades não produzem apenas tabaco, mas produzem alimentos que auxiliam na sua subsistência. A figura 1 demonstra grande parte das propriedades rurais que são destinadas a preservação de florestas nativas e outra grande porcentagem é destinada a produção de culturas alternativas e de alimentos como: batata, mandioca, feijão, soja, milho, entre outras culturas que servem de alimento no seu dia-a-dia.

Fonte: Adaptado de Afubra (2016). Mesmo o tabaco sendo responsável por boa parte da renda dos produtores rurais eles tem a necessidade de produzirem outras culturas para sua subsistência, e, desta forma, acabam reduzindo seus custos com alimentação da família e animais criados, otimizando o resultado produzido pelo tabaco para a aquisição de novos bens.

3. III. A CONTABILIDADE NA GESTÃO RURAL

A contabilidade é umas das ciências mais antigas do mundo, sua existência datada desde as primeiras civilizações. A contabilidade surgiu na necessidade de pessoas terem um instrumento que lhes fornecesse informações e dados que auxiliassem e suprissem as necessidades de mensurar e administrar seus bens. -Orientar as operações agrícolas e pecuárias; -Medir o desempenho econômico financeiro da empresa e de cada atividade produtiva individualmente; -Controlar as transações financeiras; -Apoiar as tomadas de decisões no planejamento da produção, das vendas e dos investimentos; -Auxiliar as projeções de fluxos de caixa e necessidades de crédito; -Permitir a comparação de performance da empresa no tempo e desta com outras empresas; -Conduzir as despesas pessoais do proprietário e de sua família; -Justificar a liquidez e a capacidade de pagamento da empresa junto aos agentes financeiros e outros credores; -Servir de como base para seguros, arrendamentos e outros contratos; -Gerar informações pra a declaração do Imposto de Renda.

A contabilidade rural tem várias finalidades associadas à forma de gerenciamento da propriedade rural que proporciona informações que auxiliam os produtores e proprietários rurais na tomada de decisões para que tenham o melhor resultado nas produções e atividades exercidas no período.

4. London Journal of Research in Management and Business

Em seu artigo Elesbão e Fontoura (2015) relatam o seguinte: Para que as informações sejam produzidas, a contabilidade de custos deve coletar e registrar dados ocorridos nas mais diversas atividades empresariais, organizar, analisar e interpretar os mesmos, para que posteriormente possa fornecer informações relevantes aos administradores empresariais, e assim possam tomar as decisões corretas à realidade da organização.

Portanto, para que a contabilidade possa fornecer as devidas informações para o acompanhamento e para que possam contribuir na tomada de decisão pelo produtor, primeiramente, devem-se reunir os dados das atividades realizadas no período, para que posteriormente seja feita uma análise destes dados e assim sejam levantadas as informações.

5. IV. METODOLOGIA

A pesquisa realizada caracteriza-se por ser um estudo de caso descritivo, que Segundo Andrade (2002) citado por Beuren e Rauppe (2006, p. 81) "a pesquisa descritiva preocupa-se em observar os fatos, registrá-los, analisá-los, classificá-los e interpretá-los, e o pesquisador não interfere neles". Ainda de acordo com Beuren e Rauppe (2006) esse tipo de pesquisa também contribuem para identificar as relações existentes em uma determinada população.

Quanto aos procedimentos utilizados para levantamento de dados, a pesquisa foi documental e bibliográfica. De acordo com Beuren e Rauppe (2006) na pesquisa documental, os documentos são classificados em dois tipos: fontes de primeira mão, os que não receberam qualquer tratamento analítico, e fontes de segunda mão, que já foram analisados e tratados analiticamente.

Beuren e Rauppe (2006, p. 86) definem a pesquisa bibliográfica como sendo: Um problema a partir de referenciais teóricos publicados em documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Ambos os casos buscam conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado existentes sobre um determinado assunto, tema ou problema.

A abordagem do trabalho classifica-se em qualitativa, pois o estudo será realizado através de análises mais complexas a respeito da cultura do tabaco. Beuren e Rauppe (2006, p. 92) destacam que "abordar um problema qualitativamente pode ser uma forma adequada de conhecer a natureza de um fenômeno social". Segundo os autores esse modelo de pesquisa é utilizado na contabilidade, pois a mesma é classificada como uma ciência social aplicada. Como é um estudo de caso com o objetivo de fazer uma análise aprofundada do fenômeno, justifica-se o uso desse modelo de abordagem.

A pesquisa observou questões que envolveram a produção de tabaco em uma propriedade agrícola familiar localizada no vale do Rio Pardo, foram apresentados todos os custos que envolvem a produção de tabaco e sua lucratividade, servindo como base para realização do estudo.

6. V. ANÁLISE DOS DADOS

O presente estudo apresenta o levantamento dos custos de produção ee a lucratividade do cultivo da cultura do tabaco de uma propriedade rural, localizada no município de Herveiras, situado no Vale do Rio Rardo, sendo está à principal fonte de renda da família.

Para realização da pesquisa utilizou-se uma propriedade agrícola familiar de pequeno porte que dispusesse dos dados sobre o cultivo do tabaco. Atualmente, a propriedade dispõe de 34 hectares, sendo que, 10 hectares foram adquiridos, faz aproximadamente 20 anos, e o restante corresponde a herança familiar. A figura 2 demonstra a propriedade que forneceu os dados para a elaboração deste estudo. Para cultivo do tabaco são destinados 6 hectares da propriedade, outros 5 hectares são utilizados como área de moradia, lazer e infraestrutura para colheita do tabaco que exige um espaço grande.

7. Fonte: Google Earth 2016 e adaptado pelo Autor

A família mantenedora da propriedade é composta por 4 integrantes, sendo 2 casais. Em grande parte do ano conta-se apenas com mão de obra própria, porém no período de colheita do tabaco emprega-se dois trabalhadores, que auxiliam nas mais variadas tarefas.

8. Levantamento dos Custos da Produção do Tabaco

Com ênfase em alcançar os objetivos propostos na pesquisa, o primeiro tópico a ser levantado refere-se aos custos e despesas empregadas na cultura do tabaco na safra 2020/2021, utilizando a absorção de todos os custos de acordo com os recursos utilizados. Como é possível observar, o quadro 4, demonstra todas as atividades que envolvem mão de obra, desde o preparo e semeio de canteiros até a venda do tabaco. O Quadro compõe-se pelas atividades realizadas, horas trabalhadas, pessoas envolvidas em cada atividade, valor da hora trabalhada e o somatório do valor que foi depositado em cada atividade, também, tem-se a porcentagem que cada atividade utilizou do somatório total das atividades na produção do tabaco. Além disso, o quadro dispõe de um comparativo de quanto foi consumido de mão de obra com a receita produzida na venda do tabaco.

As atividades desenvolvidas para a produção do tabaco foram divididas em subgrupos. Os subgrupos estão divididos da seguinte forma:

? Semeadura e manutenção das mudas, sendo que foi aplicado o valor de R$ 1.732,50 para a realização das atividades; ? Preparo do solo, foi gasto o total de R$ 3.657,50; ? Manutenção da cultura, as atividades desenvolvidas neste subgrupo totalizaram R$ 4.830,00, sendo que para a capina do tabaco utilizou-se de mão de obra contratada; ? Colheita, para a realização da colheita do tabaco contratou-se 2 empregados efetivos, a contratação dos empregados resultou em 132 horas de trabalho desenvolvidas por eles no período de colheita. O valor total com a mão de obra na colheita foi de R$ 20.790,00; ? Pós-colheita, para a separação de classes, manocação e enfardamento do tabaco, consumiu-se um total de 380 horas de trabalho, o que gerou em um custo de R$ 13.300,00.

O valor total consumido com mão de obra foi de R$ 44.310,00, sendo que na safra 2020/2021 produziu-se aproximadamente 800 arrobas de tabaco vendidas a uma média de R$ 145,00 a arroba, totalizando, desta forma, em R$ 116.000,00. Desta maneira, conseguiu-se estimar o custo de mão de obra por arroba produzida, que foi de R$ 55,39. Também foi efetuado o cálculo da porcentagem do custo com a mão de obra sobre a receita produzida, obtendo 38,20%.

Para finalizar levantamento dos custos realizados com cultivo da fumicultura, serão apresentados os custos diretos com insumos utilizados na produção de tabaco da propriedade.

Assim como para o cálculo do custo com a mão de obra, os custos diretos também foram divididos em subgrupos com as mesmas nomenclaturas. Porém, ao invés, de nomear em atividades, nomeou-se com o nome do produto que foi utilizado em determinada etapa da produção. Obtendo, desta forma, os custos diretos envolvidos com a produção do tabaco. O quadro 5 demonstra como foi realizado o cálculo dos custos diretos.

Quadro 5: Custos diretos com a produção de tabaco Como é possível observar no quadro 5, os custos diretos aplicados por arroba de fumo produzida foram de R$ 31,07, sendo que totalizou o valor de R$ 24.852,00, representando 21,42% da receita obtida com a venda do tabaco. Este valor dividisse em 4 subgrupos, sendo que para o primeiro subgrupo, semeadura e manutenção, foi responsável por consumir R$ 2.384,00, o segundo subgrupo, preparo do solo consumiu R$ 8.358,50, no terceiro subgrupo, colheita e manutenção, foram aplicados R$ 4.632,00 e, por fim, a colheita dispôs de R$ 9.477,50.

5. TOTAL (1+2+3+4) ----- ----- ----- R$ 24.852,00 100 6. PRODUTIVIDADE DO TABACO ----- ----- ----- R$ 116.000,00100 6

Observa-se o quanto cada material utilizado representou do custo direto total da produção. No item 1 (semeadura e manutenção), consta todos os materiais que se utilizou para produzir aproximadamente 110.000 mudas de tabaco, pois pode haver perdas, tanto no canteiro quanto na lavoura, necessitando de replantio da mesma.

No preparo do solo, constam todos os insumos utilizados para realizar a planta do tabaco, o qual foram utilizados 175 litros de diesel para realizar todas as atividades na lavoura, tais como: lavração, subsolagem, discagem, envergação e aplicação de agrotóxico. Ao apurar os custos totais da produção, foi necessário realizar o cálculo do custo de produção por arroba produzida de fumo. Para isso, precisa-se dividir o custo total pela quantidade de arrobas produzidas, ou seja, R$ 85.317,70 divididos por 800 arrobas, resultando em um custo de R$ 106,65 por arroba produzida. Nota-se que os custos com mão de obra correspondem a 51,94% dos custos totais envolvidos na produção do fumo.

Após ter sido apurado os custos utilizados na produção do tabaco, foi necessário elaborar um gráfico que demonstrasse como foram aplicados os recursos apresentados anteriormente. A figura 3, informa os respectivos valores apurados. No figura 3 apresentada, fica evidente o elevado percentual de recursos consumidos com mão de obra para a realização das atividades envolvidas diretamente com o tabaco.

9. Apuração do Resultado da Produção de Tabaco

Levantados todos os gastos empregues na produção do tabaco na safra 2020/2021, perfez a necessidade de fazer o levantamento da receita obtida com a venda do produto, bem como de realizar a apuração dos resultados a fim de obter qual a real contribuição do tabaco para o produtor rural.

Para tal, a receita do tabaco foi mensurada de acordo com a sua produtividade, ou seja, o valor da receita bruta obtida com a venda do fumo se deu através do cálculo da quantidade de arrobas produzidas multiplicada pelo preço de venda da arroba. Sendo que foram comercializadas 800 arrobas ao preço médio de R$ 145,00 por arroba, totalizando em uma receita bruta de vendas no valor de R$ 116.000,00. O resultado positivo com a venda do tabaco poderia ser mais elevado. Porém, foram consideradas as despesas com depreciação do imobilizado, exaustão da terra e energia elétrica que consumiram 13,93% da receita bruta de venda. Visto que deve-se destacar que este percentual poderia ser maior, uma vez que utilizou-se apenas 55% da despesa com a depreciação de veículos e equipamentos, já que o restante desta depreciação é correspondente ao custo das demais culturas produzidas na propriedade.

Cabe ressaltar, também que a exaustão da terra é calculada apenas como custo de oportunidade, visto que ela só é realmente aproveitada como custo para culturas permanentes.

Considerando todos os dados obtidos, percebe-se que a lucratividade proporcionada pelo tabaco foi abaixo do esperado, posto que todos os gastos foram recuperados com aproximadamente 74% da renda total obtida com a produção de tabaco na safra 2020/2021.

10. VI. CONCLUSÃO

A realização do presente estudo apresentou informações relevantes sobre característica do cultivo da cultura do tabaco em uma propriedade rural localizada no Vale do Rio Pardo, constatou-se no levantamento dos dados que o tabaco é uma das principais culturas cultivadas por pequenos agricultores na região, sendo que esta cultura apresenta boa lucratividade comparada a outras culturas, que são cultivadas em pequenas propriedades, transformando-se em uma das principais fontes de renda da região. No caso da propriedade objeto do estudo a receita líquida referente a safra 2020/2021 foi de R$ 31.387,00

A fumicultura, assim como toda produção agrícola, está sujeita às incertezas advindas de adversidades climáticas como vendaval e granizo, que podem vim a gerar muitas perdas para os produtores. Além dessas questões, observou-se que o hábito de fumar vem sofrendo severas restrições institucionais nos últimos anos, obrigando a cadeia produtiva do tabaco a adaptar o seu processo de produção a cada nova mudança no ambiente institucional. As restrições institucionais têm provocado elevados custos de transação, especialmente, para as agroindústrias.

Este contexto torna o fumicultor elo mais vulnerável aos choques de mercado, tanto no âmbito de oscilações nos preços do produto, quanto com relação a possíveis alterações na curva de demanda em virtude das campanhas antitabagistas que vem ganhando força no mercado. Entretanto ficou constatado que, devido à estrutura minifundiária de que dispõem o custo de oportunidade inerente à substituição do fumo, ou até mesmo à diversificação de culturas, precisa ser trabalhada de forma continua com os agricultores, pois os mesmos não estão preparados para essa transição de culturas de forma imediata.

O estudo por ser de natureza qualitativa não visa generalização dos achados sendo uma análise de profundidade de um caso concreto. Como sugestão de novos estudos seria importante aprofundar estudo sobre cultura do tabaco, analisando a diversificação na produção rural da região e entender o porquê essa diversificação ainda não atinge números expressivos, sendo este um tópico emergente e a análise do reflexo dessa diversificação precisa ser analisada de forma estratégica.

Figure 1. Figura 1 :
1
Figure 2. Figura 2 :
2
Figure 3.
Figure 4. Fonte:
Figure 5. . 1 FumoFonte:
1
Figure 6. Fonte:
Figure 7. Figura 3 :
3
Figure 8. Quadro 1 :
1
Hectáres Famílias %
0 44.106 28,70%
De 1 a 10 55.175 35,90%
De 11 a 20 35.415 23%
De 21 a 30 12.907 8,40%
De 31 a 50 4.807 3,10%
Mais de 50 1.320 0,90%
Total 153.730 100
Note:

Fonte: Sinditabaco e adaptado pelos autores(2016).

Figure 9.
2.1 Terra 6 R$ 20.000,00 R$ 120.000,00 Quadro 4: Custos diretos com mão de obra 30 3,33 R$ 3.996,00
Itens TOTAL (1+2) Qntd. -----MAPA DE APRORIAÇÃO DOS CUSTOS COM MÃO DE OBRA Valor Unitário Valor Total Vida Útil Taxa (%) -----R$ 366.178,00 ---------- R$ 19.986,30 Depreciação /
Exaustão Fonte: Elaborado pelos autores, baseado em dados da propriedade.
1. DEPRECIAÇÃO Itens ---- ----Referência Qntd. R$ 246.178,00 Pessoas ----Valor ----Valor Total R$ 15.990,30 Porcentage
1.1 Construções e Envolvidas Unitário m (%)
---- ---- R$ 130.000,00 ---- ---- R$ 4.500,00
Benfeitorias 1.1.1 Galpão MANUTENÇÃO 1. SEMEADURA E 1 R$ 35.000,00 ---------- R$ 35.000,00 ----- 50 ----- 2 R$ 1.732,50 R$ 700,00 3,91
1.1.2 Estufas de 1.1 Preparo do Canteiro 5 R$ 15.000,00 Hh 20 R$ 75.000,00 3 25 R$ 8,75 4 R$ 525,00 R$ 3.000,00 1,18
Secagem 1.2 Semeadura Hh 22 4 R$ 8,75 R$ 770,00 1,74
1.1.3 Varanda Mudas 1.2 Máquinas e 1.3 Manutenção das 1 ---- R$ 20.000,00 ----Hh 25 R$ 20.000,00 R$ 7.000,00 2 25 ----R$ 8,75 4 ----R$ 437,50 R$ 800,00 R$ 500,20 0,99
Equipamentos 2. PREPARO DO SOLO ---- ---- ---- ---- R$ 3.657,50 8,25
1.2.1 Tecedeira 2 R$ 3.000,00 R$ 6.000,00 15 6,67 R$ 400,20
2.1 Preparo do solo Hh 87 1 R$ 8,75 R$ 761,25 1,72
1.2.4 Medidor de
5 R$ 200,00 R$ 1.000,00 10 10 R$ 100,00
Temperatura 2.2 Aplicação de Hh 15 1 R$ 8,75 R$ 131,25 0,30
1.3 Utensílios Herbicidas ---- ---- R$ 11.478,00 ---- ---- R$ 1.033,20
1.3.1 Pulverizador
London Journal of Research in Management and Business Manual 1.3.2 Plantadeira Manual 1.3.3 Prensa de Enfardar 1.3.4 Balança de Pesagem 1.3.5 Motosserra 1.3.6 Semeador 1.3.7 Marcador de Bandeja 1.3.8 Bandejas de Isopor 1.3.9 Arcos 1.3.10 Salitrador Manual 1.3.11 Regador 1.3.12 Trouxas de Ráfia 1.3.13 Inchada Quadro 3: Levantamento dos custos indiretos da propriedade rural 3 R$ 550,00 R$ 1.650,00 10 10 4 R$ 45,00 R$ 180,00 12,5 8 2 R$ 380,00 R$ 760,00 20 5 1 R$ 390,00 R$ 390,00 20 5 2 R$ 1.250,00 R$ 2.500,00 10 10 2 R$ 130,00 R$ 260,00 20 5 2 R$ 45,00 R$ 90,00 20 5 520 R$ 6,50 R$ 3.380,00 10 10 60 R$ 12,00 R$ 720,00 20 5 3 R$ 180,00 R$ 540,00 10 10 6 R$ 38,00 R$ 228,00 10 10 250 R$ 2,50 R$ 625,00 10 10 5 R$ 31,00 R$ 155,00 10 10 1. Depreciação de máquinas e equipamentos R$ 500,20 2. Depreciação de construção e benfeitorias R$ 4.500,00 3. Depreciação de utensílios R$ 1.033,20 4. Depreciação de veículos e implementos R$ 5.476,30 5. Exaustão da terra R$ 3.996,00 6. Energia elétrica R$ 650,00 Total R$ 16.155,70 Como já mencionado anteriormente, a família dispõe de quatro integrantes para a realização das R$ 165,00 R$ 14,40 R$ 38,00 R$ 19,50 R$ 250,00 R$13,00 R$ 4,50 R$ 338,00 R$ 36,00 R$ 54,00 R$ 22,80 R$ 62,50 R$ 15,50 atividades diárias na propriedade, porém, na época de colheita há a necessidade de contratar mais duas pessoas para o auxílio no trabalho. 2.3 Adubagem Hh 25 4 R$ 8,75 R$ 875,00 1,97 2.3 Plantio Hh 54 4 R$ 8,75 R$ 1.890,00 4,27 3. MANUTENÇÃO DA CULTURA ---------------R$ 4.830,00 10,90 3.1 Replantio Hh 22 2 R$ 8,75 R$ 385,00 0,87 3.2 Aplicação de Uréia Hh 20 4 R$ 8,75 R$ 700,00 1,58 3.3 Aplicação de Salitro Hh 42 4 R$ 8,75 R$ 1.470,00 3,32 3.4 Capina Hh 40 6 R$ 8,75 R$ 2.100,00 4,74 3.5 Aplicação de Herbicidas Hh 21 2 R$ 8,75 R$ 367,50 0,83 3.6 Desponte Hh 36 3 R$ 8,75 R$ 945,00 2,13 3.7 Aplicação de Antibrotante Hh 32 2 R$ 8,75 R$ 560,00 1,26 4. COLHEITA ---------------R$ 20.790,00 46,92 4.1 Colheita, Costura e R$ Hh 396 6 R$ 8,75 46,92
1.4 Veículos e Secagem 20.790,00
---- ---- R$ 97.700,00 ---- ---- R$ 9.956,90
Implementos Inicialmente calculou-se o preço da hora trabalhada, no qual utilizou-se como base de cálculo o preço
1.4.1 Trator médio pago na região pelo dia trabalhado dividido por 8 horas diárias, correspondente ao turno de 1 R$ 72.000,00 R$ 72.000,00 10 10 R$ 7.200,00
1.4.2 Carreta trabalho. Ou seja, dividiu-se R$ 70,00, valor referente ao um dia de trabalho, dividido por 8 horas 2 R$ 3.500,00 R$ 7.000,00 8 12,67 R$ 886,90
Agrícola trabalhadas por dia. Resultante no valor de R$ 8,75 a hora trabalhada 1 .O quadro 4, demonstra os
1.4.3 Subsolador gastos diretos com mão de obra durante a safra de 2020/2021. 1 R$ 2.200,00 R$ 2.200,00 10 10 R$ 220,00
(pé de pato)
1.4.4 Grade
1 R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 10 10 R$ 400,00
Arrastão
1.4.5 Arado 1 R$ 3.900,00 R$ 3.900,00 10 10 R$ 390,00
1.4.6 Pulverizador 1 R$ 7.200,00 R$ 7.200,00 10 10 R$ 720,00
1.4.7 Envergador 1 R$ 1.400,00 R$ 1.400,00 10 10 R$ 140,00
2. EXAUSTÃO ---- ---- ---- ---- ---- R$ 3.996,00
8
Note:

Fonte: Elaborado pelos autores, baseado em dados da propriedade.De acordo com o levantamento os custos indiretos da propriedade totalizaram o valor de R$ 16.155,70 na safra de 2020/2021. Depois de efetuado cálculo das despesas referente à depreciação e exaustão do imobilizado, levantou-se os custos com a mão de obra utilizada na produção do tabaco. 1

Figure 10.
5.3 Comparativos Dos Custos
Posteriormente, foram levantados individualmente todos os custos empregados na safra 2020/2021
elaborou-se o quadro 6, onde é apresentado o valor de R$ 66.606,58. Ou seja, valor que representa
todos os recursos que foram consumidos para produção do tabaco.
Quadro 6: Somatório dos custos empregues na produção de tabaco
1. Custos com mão de obra R$ 44.310,00
2. Custos diretos R$ 24.852,00
3. Custos indiretos R$ 16.155,70
Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em dados da propriedade.
Figure 11.
Quadro 7: Demonstração do resultado da safra 2020/2021
Demonstração de Resultado SAFRA 2020/2021
(=) Receita bruta da atividade rural R$ 116.000,00
Venda da produção rural R$ 116.000,00
(-) Imposto sobre a venda (FUNRURAL) -R$ 2.668,00
(=) Receita líquida da atividade rural R$ 113.332,00
(-) Custo da produção -R$ 85.317,70
(=) Resultado bruto R$ 28.014,31
Receitas financeiras R$ 3.372,69
(=) Resultado líquido do período R$ 31.387,00
Fonte: Elaborado pelos autores, baseado em dados da propriedade.
Por outro lado, há o desconto da contribuição social (INSS) da receita bruta de venda. O valor de R$
2.668,00 refere-se ao FUNRURAL, que detêm a taxa de 2,3%, sendo debitado diretamente, pela
empresa compradora do tabaco, da receita bruta.
Outro ponto que ganha destaque é o Custo da Produção Rural, ao compararmos o CPV com a receita
Note:

bruta de venda, nota-se que este consumiu 73,55% da receita bruta obtida no período, o que resultou em um valor de R$ 85.317,70. Este custo torna-se tão expressivo pois utiliza-se dos custos com mão de obra, os custos diretos com insumos e os custos indiretos. Com maior destaque para os custos de mão de obra que consumiram aproximadamente 52% deste valor.

Figure 12.
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Note:

London Journal of Research in Management and Business 16

1

Appendix A

  1. Aldenir Rodrigues , Ortiz . Contabilidade rural. 3ª ed. São Paulo: IOB, 2015.
  2. Análise comparativa entre culturas temporária: um estudo de caso, Ana Elesbão , ; Carla , Fernando Fontoura , Batista Da Bandeira . http://www.revistaespacios.com/ 2016. p. 18. (a16v37n04/ 16370402 .html. Acesso em)
  3. Metodologia da pesquisa aplicável às Ciências Sociais. F M Raupp , E Beuren , IM . Como Elaborar Trabalhos Monográficos em Contabilidade: Teoria e Prática, Beuren (ed.) (São Paulo. Atlas
    ) 2006. 2006.
  4. Contabilidade rural e seus custos de produção, F Nepomuceno . 2004. São Paulo: IOB.
  5. H Johnson , ; Thomas , Robert S Kaplan . Contabilidade gerencial: a restauração da relevância da contabilidade nas empresas, (Rio de Janeiro
    ) 1993. Campus.
  6. Luís Oliveira , ; Martins De , Nagatsuka , A S Divane . Introdução à contabilidade, (São Paulo
    ) 2000. Futura.
  7. Silvio Crepaldi , Aparecido . Contabilidade Rural: uma abordagem decisorial. 7º ed. Atualizada. São Paulo: Atlas, 2012.
  8. A origem do tabaco, Sinditabaco . http://sinditabaco.com.br/sobre-o-setor/dimensoes-do-setor 2016. p. 15.
Notes
1

Survey of Costs and Profitability of Tobacco Production on a Family Farm Property in Vale Do Rio Pardo

Date: 1970-01-01